quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Soja fresca

Apesar do Brasil está entre os maiores produtores de soja do mundo, a verdade é que nós, brasileiros, não consumimos soja e nem seus derivados de forma expressiva.

O chinês, por sua vez, praticamente não bebe leite de vaca (e nem de nenhum outro animal) e nem come queijo. Ao invés disso, consome diariamente a soja nas suas mais diferentes formas.

Particularmente, o que eu ainda usava em casa, quando morava no Brasil, era a proteína texturizada de soja e aquelas bebidas à base de soja. Aqui na China isso mudou consideravelmente. Leite de soja, a soja fresca ou seca, e o tofu nas suas infinitas formas, in natura, defumado, empanado e com os mais diferentes temperos viraram parte da nossa rotina. Não posso dizer que abandonamos totalmente os lacticínios, de forma alguma, mas boa parte do que consumíamos antes, deu lugar ao leite de soja, ao tofu e a soja, aqui em casa.

Minha recente descoberta foi a soja fresca. Ela é vendida em vagens, nas feiras e supermercados, e o grão tem a aparência de um feijão verde comum. Para preparar basta cozinhar um pouquinho no vapor e depois refogar do jeito que a criatividade permitir! Bem, o gosto é uma mistura de feijão verde com uma castanha, mais ou menos. Meio difícil descrever um sabor, mas acho que é por aí.

Nos restaurantes chineses e japoneses, o prato é servido como aperitivo. Aqui em casa eu sirvo como acompanhamento. Delicioso, fácil de preparar e tem proteína o suficiente para deixar de fora do cardápio qualquer tipo de carne!

A vagem da soja do jeito que eu compro no supermercado

Cada vagem tem somente três grãos de soja, ela não é longa como a vagem do feijão.

Aqui a soja fresca já cozida e pronta para comer